Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
  Alana Agra
 Nelson Sá e Lenise Pinheiro
 Alberto Guzik
 Bortollotto
 Gerald Thomas
 Linaldo Guedes
 blog de Ricardo Oliveira
 Ivam Cabral
 blog da Esyath Barret
 blog de Anakan Rupert Agra
 blog de Anália Adriana
 Teatro Pernambucano
 Espanha- El Pais
 Espanha- Diario Vasco
 Argentina- El Clarin
 Argentina - La Razon
 Colômbia - El Tiempo
 Colombia- El Mundo
 Bolívia- La Razón
 Bolívia - Los Tiempos
 Venezuela - El Universal
 Venezuela - El Impulso
 Peru - Expreso
 Peru - El Comercio
 Uruguai - La Republica
 Uruguai- El Pais
 Itália- Corriere della Sera
 Itália- ht La repubblica
 Inglaterra- The Guardian
 Portugal_ Jornal de Notícias
 México- El Universal
 revista Bacante
 sérgio com sálvia
 Erika Riedel
 Renato Félix
 Rachel Coelho
 Cecília Borges
 Rinaldo Fernandes
 Amador Ribeiro Neto




DESLIGUEM SEUS CELULARES
 


É meio arriscado fazer o que estou fazendo, começar a escrever algo que não seja poesia, no caso esboços para uma peça, no blog. Mas, embora haja uma constrangedora exposição, por outro lado vai me dar uma disciplina que eu não consigo ter. Ao menos é nisso que eu penso. Se não der certo, sumo com isso daqui.

Título: ainda não tenho. Mas algo que venha ser dito pelos personagens. O que vem do palco tem muita força.

Personagens: são duas. Na verdade a inspiração vem de um conto de minha amiga Janaína Azevedo, “Enquanto Violeta Morre” cujo enredo é o seguinte: uma mãe vê a filha no leito de morte, definhando e repassa todo o ódio, amargura e ressentimento entre as duas. Na peça que pretendo escrever, mantém-se o conflito mãe e filha, mas em outra ordem. Eu quero falar sobre como lidar com o que se perdeu. Eu quero falar sobre perdão e verdade.

Cena 1: quarto da mãe. Ela está sentada na cama fazendo crochê. Uma roupa pra criança. A filha entra. Não olha pra mãe de imediato. Pausa. A filha puxa um cigarro. Acende.

Mãe: Minha filha.... Se matar tudo bem, e você quem sabe da sua vida... mas matar quem não tem nada a ver com isso, no caso menino que você está esperando

Filha: Tava nervosa. Tô nervosa ainda. Saiu o resultado.

Mãe: Por isso que eu comprei o novelo amarelo. Dá pra menino e menina.

Filha: O resultado saiu no começo do mês. Esse tempo todo eu pensei. Mas já tomei uma decisão.

Mãe: Eu não me importo de que você não case pra criar esse filho. Se eu não tivesse tão doente. Mas, dá pra ajudar. Só não posso ficar com a responsabilidade. Ah! isso não!

(continuará)



Escrito por Astier Basílio às 09h31
[] [envie esta mensagem
] []





EBA!!!!!!!!!!!!!!!

Não vou mentir....

Não vou mentir pra vocês.

Avenida Paulista, pela manhã. Eu e meia dúzia de escritores conversando, conversando. Pound, Borges, Drummond, Cabral. A redoma de amigos e o mundo ao redor. Um mendigo aproximou-se:

- Bom dia pessoal.

Todos nós viramos. Quebrada a redoma.

- Desculpe interromper o papo de vocês, deve ser um papo muito agradável.

O mendigo, os pés do mendigo, pisando os cacos da redoma quebrada. 

- Mas, eu gostaria de pedir a ajuda de vocês, pois, eu estou necessitado e preciso muito comprar uma pinga...

Pelas frestas da redoma quebrada, a verdade cantando. Moedas, não muitas, às mãos e enquanto isso:

- Não vou mentir pra vocês....

***

Eu também não vou mentir pra vocês, mas gostei de ver meu blog indicado como um "dos legais do UOL" 

***

Olá! Seu blog foi selecionado como um dos legais do UOL. Parabéns! Veja no link abaixo como colar o selo de Blogs Legais: http://04021c3560d0c90306.comunidade.uolk.uol.com.br/2008_04/topic2008_04-30_15_34_34-3929349.html
UOL Blog | indiqueumblog@uol.com.br | http://blog.uol.com.br |  30/04/2008 14:46



Escrito por Astier Basílio às 09h27
[] [envie esta mensagem
] []





literratura: contos negreiros

x

Marcelino Freire consegue misturar poesia e prosa. Mais ainda: mantém a linha narrativa e acrescenta-lhe um preciso toque rítmico e musical. Em “Contos Negreiros” (Record, 109 pgs), vencedor do prêmio Jabuti, os gêneros se confundem numa empreitada literária de qualidade.

No encadeamento das frases, Marcelino utiliza rimas. Às vezes perfeitas, às vezes toantes, mas há sobretudo uma noção preciso e um domínio de ritmo. Em alguns momentos, o texto lembra, por exemplo, a peça “Gota D' Água”, de Paulo Pontes e Chico Buarque, todo escrito em versos. Não é prosa poética. Há uma narrativa clara, linear. Qualquer trecho aleatório serve de exemplo, como por exemplo, no “Canto XV – Meu Negro de Estimação”: “Meu homem é a coisa mais bonita. Os dentes perfeitos, o peito. Meu homem leva jeito para ser modelo. Mas eu não deixo. Coloco, assim, um cabresto. Para ele não me deixar tão cedo”.

Por falar em teatro, não é à toa que alguns textos de Marcelino têm sido utilizados no palco, como no seu livro anterior “Angu de Sangue”. Os diálogos, o tom de fala cotidiana, são outros aspectos importantes na estilística desse pernambucano de Sertânia, radicado em São Paulo. Alguns contos são verdadeiros monólogos e, a despeito de sua literariedade, se resolvem teatralmente, é o caso, dentre outros, do belo “Canto XI- Totonha”, que conta a estória de uma senhora analfabeta que se recusa a aprender a ler: “(...) Não preciso ler, moça. A mocinha que aprenda. O prefeito que aprenda. O doutor, o presidente é que precisa aprender a ler o que assinou. Eu é que não vou abaixar minha cabeça para escrever. Ah, não vou”.

Marcelino Freire é um dos escritores da nova safra que vem conquistando o seu espaço e merece ser lido.



Escrito por Astier Basílio às 09h22
[] [envie esta mensagem
] []





cinema - O Grão

 

Poético é um termo que se ajusta bem a “O Grão” (2007), filme de estréia do cearense Petrus Cariry, exibido no Cine Bangüê, no XII Fenart. Mas, há que se fazer umas ressalvas técnicas sobre a exibição. A cópia em DVD, com legendas em inglês – os rolos com a película não chegaram a tempo – prejudicou a percepção fotográfica, montada em planos longos, de ritmo bem compassado, bem como o som não pode ser percebido em sua inteireza – houve um apagão sonoro de dez minutos na projeção.

Mesmo com esses problemas na exibição, deu pra perceber nitidamente a espinha dorsal da narrativa: duas trajetórias contrárias se cruzam; numa mesma casa, a avó no leito de morte, conta uma estória para o seu neto; a filha se prepara para o casamento. Amor e morte, eros e tânatos morando no mesmo lugar. Destaque para a presença de dois paraibanos no filme, Verônica Cavalcanti (da peça “Quebra Quilos”) e Nanego Lira que fazem os pais dessa família, rural e lírica.

A avó, cujo nome é Perpétua (o nome da personagem não é nada gratuito), é uma espécie de Sherazade sertaneja, que tenta estender os fios de sua história através da estória de um reino, uma bela fábula sobre a morte, já preparando o seu neto, Zeca, não apenas para o fim iminente dela, mas abrindo os seus olhos sobre a fatalidade do ser humano, a existência da morte.

Se a metáfora de Sherazade, a de que a arte da narrativa transcende a vida, é o grande acerto do filme, o mesmo não se pode dizer da outra estória, a paralela à principal, em que se dá o preparativo para o casamento, porém, o andamento se dá sem conflitos, numa fragilidade, quase como mero complemento da linha principal da narrativa.

A poesia deste filme ratifica uma tendência do cinema brasileiro. Virou lugar comum chamar de lírico e poético filmes de dramaturgia tênue. São líricos e poéticos “Cinema, Aspirinas e Urubus” (2005), de Marcelo Gomes; “O Céu de Suely” (2006) de Karim Aïnouz. O problema é que esses filmes, “O Grão” incluso, quase não apresentam conflitos e a narrativa é muito frágil.



Escrito por Astier Basílio às 10h29
[] [envie esta mensagem
] []





Estou precisando de um tempo.

            De tirar a tomada do mundo e de dar risada.

            De ver a biblioteca de Babel pegando fogo, salvar um gato do incêndio e ir embora.

            Estou precisando de um tempo pra zerar o relógio.

            Estou chegando aos trinta. Tenho a impressão que o jogo está no primeiro tempo, mas está um a zero pra eles.

            Estou precisando atualizar meus abismos.

            Mudança de ciclo. Meu ano começou com um inferno astral.

            Ok, eu também não dou à mínima pros astros, mas sou câncer e, graças a Deus, meu ascendente é forte, é áries e foi ungido por esse signo que aprendi a não “deixar isso pra lá”, em muitos casos.

            Preciso enfrentar a prosa. Exorcizar uma estória que eu criei que já me consumiu contos, capítulos de romances, uma peça que não me satisfaz e seis cenas de um roteiro de cinema.

            Preciso enfrentar meus zeros.

            Estou precisando de um tempo. De botar mais veneno na minha paisagem.

            Tem algumas pequenas estórias que me pertubam, eu tenho que descobrir a secreta mágica da disciplina, a receita particular, o acorde que acalma o demônio, o galope, o ritmo, a cesura, a pancada da prosa.

            É isso.

            No meio do ano eu chego ao que os antigos diziam ser o “Meio do caminho da vida”. É o instante de se contemplar o passado e ver o que se fez e olhar pra frente  e vislumbrar a folha em branco que é o futuro.

            Está um a zero, mas eu tenho potencial pra virar o jogo.

            Estou pra reiniciar e vai ser a qualquer momento.



Escrito por Astier Basílio às 23h03
[] [envie esta mensagem
] []





de volta

 

Depois de uma semana de muito trabalho, com a realização do XII Fenart, em que, pela primeira vez trabalhei como coordenador de literatura do Espaço Cultural, volto aqui. Foi muito difícil conciliar horário, hotel, almoço , jantar de convidados, além de programação dos estandes com o trabalho no jornal.

Chacal, Marçal Aquino, Mirisola, Marcelino Freire, Bárbara Heliodora, Rinaldo Fernandes, Clotilde Tavares, Linaldo Guedes, Amador Ribeiro Neto, Hildeberto Barbosa Filho, W.J Solha. grato a vocês todos. Foi muito legal mesmo.



Escrito por Astier Basílio às 09h34
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]